Mas que crônica cronicamente
crônica que escrevi. Comecei escrevendo amor... crônico. Continuei escrevendo
ilusão... crônica. Não pude evitar e escrevi desilusão... crônica, a qual me
levou a escrever imediatamente sofrimento... crônico. Deveria ter parado de
escrever nesse exato momento. Atrevi-me e continuar e escrevi dor... crônica.
Voltei os olhos e reli a palavra anterior e doeu mais ainda... cronicamente.
Indaguei-me: mas que crônica é essa? Respondi-me: não é crônica, são
sentimentos... crônicos. A única coisa que não é crônica em minha vida é a
paixão. Essa danada insisti em ser aguda.
Marcelo Albertini
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