terça-feira, 22 de julho de 2014


Mas que crônica cronicamente crônica que escrevi. Comecei escrevendo amor... crônico. Continuei escrevendo ilusão... crônica. Não pude evitar e escrevi desilusão... crônica, a qual me levou a escrever imediatamente sofrimento... crônico. Deveria ter parado de escrever nesse exato momento. Atrevi-me e continuar e escrevi dor... crônica. Voltei os olhos e reli a palavra anterior e doeu mais ainda... cronicamente. Indaguei-me: mas que crônica é essa? Respondi-me: não é crônica, são sentimentos... crônicos. A única coisa que não é crônica em minha vida é a paixão. Essa danada insisti em ser aguda.

Marcelo Albertini

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