terça-feira, 30 de setembro de 2014


fantasmagórica

é aquela poesia

que não se mostra,

de fato.

mas vira e mexe,

sinto-a tropeçar

em minhas rimas.

poesia das sombras

do meu passado.

será?

pior de tudo é saber...

que ela é minha.

 

Marcelo Albertini

terça-feira, 16 de setembro de 2014


Ainda não ouvi
a melodia do vento
ao passar por seus cabelos
encaracolados.
Mas posso sentir...
Isso me torna poeta.
Isso a transforma
em poesia.
 
Marcelo Albertini

domingo, 14 de setembro de 2014


Eterno Romance

 

Procuro insistentemente aquilo que nem conheço.

Sigo rastros que me conduzem ao desconhecido.

Faço trilhas exaustivas em prol de um objetivo enigmático.

Compro brigas por uma causa incerta.

Defendo interesses que eu mesmo desconheço,

só pra manter o calor que aquece o peito,

fazer a mente entrar em transe naturalmente,

tornar a vida menos sem graça, menos pesada,

mais incessante e interessante.

Fazer da vida um eterno romance,

com um bom roteiro, bons personagens,

muita malícia e pouca maldade;

daqueles onde o fim quem conclui é o leitor.

Pois a grande "sacada" é transcender a rotina e a mesmice,

e nunca deixar que esse belo presente com o nome de "vida"

se transforme num automatismo.

 

Marcelo Albertini

Quantas vidas tem?

 

Quantas vidas

tem quem ama?

Se já morri de amor

várias vezes,

e por amor

continuo a viver.

 

Quantas vidas

tem quem ama?

Se já ressuscitei

inúmeras vezes,

E por amor

continuarei a morrer.

 

Marcelo Albertini

quinta-feira, 11 de setembro de 2014


No castanho dos seus olhos

encontro o verde da esperança

e conforto do azul celeste

 

No castanho dos seus olhos

encontro o vermelho da paixão

e branco da paz que emanas

 

No castanho dos seus olhos

não me sinto estranho,

como me senti outrora

 

No castanho escuro dos seus olhos

Encontro a clareza,

de um amor sereno.

 

Marcelo Albertini
Dueto
 
Sou consciente
de meus excessos
e de minhas limitações,
os quais se complementam
como arroz e feijão...
...ou como feijão e arroz
E convivo muito bem
com os dois.
 
Marcelo Albertini

terça-feira, 2 de setembro de 2014


Tu és mar...

Tu tens golfinhos

e tubarões.

Tu tens baleias

e pinguins.

Tu tens algas

e tens corais.

Tu tens seus próprios cavalos

e seus próprios leões.

Tu tens marés baixas

e marés altas.

Tu tens calmarias

e tens tormentas.

Tu podes ser manso

e violento.

Tu tens o reflexo da luz do sol

e do brilho da lua.

Tu tens estrelas que brilham sobre ti

e estrelas que vivem dentro de ti.

Tu tens sal...

Tu tens sereias...

Tu tens rochas

e tens gelo.

Tu tens o mundo todo,

mas nem todo mundo pode tê-lo.

Tu tens lugares conhecidos

e lugares ainda inexplorados.

Tu tens diversas cores...

Tu tens a vida

e tens a morte.

Tu tens rios que deságuam em ti,

ou eles o tem?

Tu tens ilhas...

Tu tens milhas...

Tu és (a)mar...

 

Marcelo Albertini