Céu,
gigantesco quadro negro.
Uma vez me disseram
que estava escrito
nas estrelas.
Até o presente
momento,
nada li.
Apenas alguns
rascunhos
de textos
incompletos,
de escribas
que não retornaram
para retomar o processo.
Se havia estrelas
inscritas em ti,
algum apagador
sobrevoou por aí,
apagando escrituras
estrelares
como se apagasse
rabiscos de giz.
Ou dessa
linguagem,
ainda não aprendi.
Marcelo Albertini
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