Não é...
Não é nada
esse tudo que transborda.
Não é tudo
esse nada que incomoda.
Não é pouco
esse muito desprezível.
Não é muito
esse pouco indiscutível.
Não é menos
que o tudo de outrora.
Não é mais
que o nada de agora.
Não é tudo
do que era pouco.
Não é nada
do que era muito.
Não é tudo
perto do teu nada.
Não é nada
perto do teu tudo.
Mas é tudo
perto do pouco tenho.
Mas é nada
perto do muito que sinto.
Marcelo Albertini
Nenhum comentário:
Postar um comentário