segunda-feira, 20 de outubro de 2014



Não é...


 


Não é nada


esse tudo que transborda.


Não é tudo


esse nada que incomoda.


Não é pouco


esse muito desprezível.


Não é muito


esse pouco indiscutível.


Não é menos


que o tudo de outrora.


Não é mais


que o nada de agora.


Não é tudo


do que era pouco.


Não é nada


do que era muito.


Não é tudo


perto do teu nada.


Não é nada


perto do teu tudo.


Mas é tudo


perto do pouco tenho.


Mas é nada


perto do muito que sinto.


 


Marcelo Albertini


 


 


 

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