Êxtase verbal
Poesia d'alma se aflora
com o escurecer na aurora.
Apagam-se as luzes
e o palco nos convida...
Zumbis na plateia intrínseca...
Quem ousa pôr uma lua?
Verso com verso chamando mais versos,
feitos interruptores de poesia.
Versos temidos, confesso...
Preferia erotizar nas entrelinhas...
Mas não há pornografia que supere,
os orgasmos da alma aflita.
Escrevo poemas nus
nascidos sob a influência da lua despida.
Marcelo Albertini
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