Ela tinha uma excêntrica mania
de engavetar amores.
Seguia convicta
de que havia se esquecido de todos.
Só que a cada amor que engavetava,
engavetava um pouquinho de si.
E assim seguia esmaecendo aos poucos.
Enquanto seu arquivo
de amores mal resolvidos crescia,
em dores ela diminuía.
Levantar e acenar com um pano branco.
Sim! Ela podia.
Talvez exorcizar os amores antigos...
melhor resolveria.
Mas ela apenas seguia
fingindo que nada sentia
e que de nada sabia.
Marcelo Albertini
Nenhum comentário:
Postar um comentário