sábado, 24 de janeiro de 2015


Desculpe-me,

mas não posso mais ser

o que eu era antes.

As roupas já não me servem mais.

O elenco está incompleto.

E o caminho é muito distante.

Só as lembranças me permitem

visitar tudo aquilo que eu era antes.

Desculpe-me,

mas eu não quero mais ser

o que eu fui antes.

Todo aprendizado adquirido

não me permite mais.

As lembranças e o saudosismo,

ah... esses carrego sempre comigo.

Porque "ser" é uma evolução constante,

complexa e delicada demais

para caber num antes tão distante.

 

Marcelo Albertini

 

 

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