Desculpe-me,
mas não posso mais ser
o que eu era antes.
As roupas já não me servem mais.
O elenco está incompleto.
E o caminho é muito distante.
Só as lembranças me permitem
visitar tudo aquilo que eu era antes.
Desculpe-me,
mas eu não quero mais ser
o que eu fui antes.
Todo aprendizado adquirido
não me permite mais.
As lembranças e o saudosismo,
ah... esses carrego sempre comigo.
Porque "ser" é uma evolução constante,
complexa e delicada demais
para caber num antes tão distante.
Marcelo Albertini
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